Câncer de Pulmão

Na população masculina, o hábito de fumar é responsável por mais de 80% dos casos diagnosticados de câncer de pulmão; entre as mulheres, 45% dos casos de câncer pulmonar também são atribuídos ao tabagismo.

O câncer de pulmão ocorre 2 a 3 vezes mais em parceiros de fumantes. Fumantes de longa data vivem 10 anos menos que não fumantes. Até mesmo os fumantes de 1 a 3 cigarros por dia desenvolvem maior risco de desenvolver câncer de pulmão. O câncer do pulmão também pode ocorrer em pessoas que nunca fumaram e que nunca conviveram com fumantes. Isso pode ocorrer em 35 a 40% de todos os cânceres do pulmão e geralmente o tipo histológico será um adenocarcinoma. Outros fatores de risco também podem promover o desenvolvimento do câncer do pulmão.

O Dr. Malucelli possui longa experiência no tratamento do câncer de pulmão no Brasil e já realizou centenas de cirurgias em adultos, adolescentes e crianças.

Como ocorre?

A maioria dos cânceres de pulmão tem início na região interna dos brônquios e se desenvolve lentamente durante vários anos.

Tudo começa com o surgimento de lesões pré-cancerosas no pulmão e que não geram sintoma algum na pessoa, e não são detectadas nem em exame de radiografia nem de tomografia do tórax. As áreas pré-cancerosas, com o passar do tempo, se tornam cancerosas e começam a produzir substâncias capazes de gerar novos vasos sanguíneos (angiogênese) ao seu redor. Esses novos vasos sanguíneos fornecerão nutrientes para as células cancerosas e possibilitar a formação do tumor/câncer do pulmão (crescimento anormal das células). Finalmente, o tumor câncer irá crescer o suficiente (aproximadamente 1 centímetro), de maneira que poderá ser visualizado em um exame de raio-x. As células cancerosas podem se desprender do tumor e através da corrente sanguínea circular no organismo e formar tumores em outras partes do corpo (metástase).

Quais os sintomas?

Precoces

Tosse seca ou produtiva crônica (70% dos casos), tosse com sangue/ hemoptise (40%), infecção pulmonar de repetição no mesmo segmento pulmonar (40%), mudança do padrão da tosse em pessoas que apresentam tosse crônica e chiado localizado (não generalizado) no tórax / sibilus (2%)..
Nessa fase o tumor é tão pequeno que dificilmente será visível em um exame de radiografia ou de tomografia do tórax, mas pode ser visualizado em um exame de endoscopia respiratória (broncoscopia). Essa é a melhor fase para se fazer o diagnóstico e o tratamento do câncer do pulmão.

Os médicos menos experientes podem não se atentarem para os sintomas precoces dessa doença e, dessa maneira, deixarão de instituir o tratamento na fase em que há melhores chances de cura.

Fase pouco mais avançada da doença

Falta de ar / dificuldade de respirar / dispneia (40%), dor torácica (35%), voz rouca /rouquidão (5%), aumento das veias do tórax / compressão da veia cava superior (5%), chiado no peito / sibilus (2%).
Nessa fase o tumor já é visível em exame de radiografia, tomografia e de endoscopia respiratória (broncoscopia).

Fase avançada da doença

Quando existem metástases (tumor e outros órgãos do corpo) da doença na região óssea pode haver dor nos ossos (25%); no fígado pode haver hepatomegalia / icterícia / olhos amarelos (20%); fraqueza ou dormência de braços e pernas; linfonodomegalia cervical (20%); e no cérebro podem ocorrer sintomas neurológicos (5%-10%) tais quais cefaleia, tonturas, alterações visuais e convulsão.

Quais os tratamentos?

Existem diversas maneiras de tratar um câncer de pulmão. Tudo dependerá de que estadiamento se encontra o tumor. Na maioria das vezes a associação de cirurgia e quimioterapia dará maiores chances de cura.

Tratamento cirúrgico

O melhor tratamento do câncer de pulmão ainda é aquele obtido através da ressecção (retirada) cirúrgica completa associada ao esvaziamento ganglionar mediastinal. Esse é o que dará a maior possibilidade de cura e/ou melhora na qualidade de vida.

Sobre o tratamento cirúrgico

Tratamentos não cirúrgicos

O tratamento clínico é alcançado através do uso de medicamentos (quimioterapia), associados ou não com a radioterapia em alguns casos geralmente avançados.

Sobre os tratamentos não cirúrgicos

Pós-operatório e resultados

O pós-operatório vai depender do estado geral do paciente, sua idade e tipo da cirurgia a que foi submetido. De modo geral, há necessidade de internamento hospitalar por 7 a 10 dias. Durante esse período o paciente deverá realizar fisioterapia respiratória durante o dia inteiro e se movimentar o máximo possível.

Prognóstico após o tratamento

Chamamos de prognóstico a expectativa que existe de o paciente ficar curado após termos instituído o tratamento do câncer de pulmão. O prognóstico após tratamento adequado do câncer de pulmão, excluindo o de pequenas células (onde possibilidades de cura são menores) está descrito abaixo:

  • Estadio I:  há mais de 90% de chances de cura.
  • Estadio II:  há mais de 60% de chances de cura.
  • Estadio III-A: há mais de 40% de chances de cura.
  • Estadios III-B e IV: há menores chances de cura.

Acompanhamento/seguimento dos pacientes tratados

Tão importante quanto o tratamento é acompanhar os pacientes, periodicamente, por mais 5 anos. A finalidade é a de pesquisar uma possível recorrência do tumor, ou mesmo o aparecimento de outros tumores.

Para o acompanhamento recomenda-se uma consulta médica com exame físico, laboratorial, Raio-X, tomografia do tórax e/ou PET-scan conforme a necessidade de cada caso. Nos primeiros dois anos o acompanhamento é feito a cada 3 ou 4 meses. Do segundo ao quinto ano o acompanhamento é feito a cada 6 meses. Após o quinto ano o acompanhamento é feito anualmente até o término do tratamento.